Bruxelas: entrando na Bélgica

6.4.16 Rui Quinta 0 Comments

Havia vários anos que a região de Flandres estava nos meus planos e foi cumprida no final de março/início de abril, numa viagem de dez dias que começou na capital Bruxelas e passou pelas históricas Antuérpia, Brugge e Gent. É sobre elas que vos vou falar nos próximos dias, acompanhando de muitas fotografias e algumas sugestões para quem pense visita-las. E merecem muito a pena, sobretudo Brugge, uma das cidades mais bonitas que já vi.


A minha ida para Bruxelas estava planeada desde outubro, mas devido aos ataques terroristas de 22 de março acabei por alterar os planos. Com o aeroporto de Zaventem fechado e os voos a ser cancelados diariamente sem previsão de reabertura, acabei por pedir a anulação do meu bilhete e a comprar outro para o aeroporto "Bruxelas Sul", que na verdade é a quase uma hora de viagem de Bruxelas, desde Charleroi.

Charleroi-Bruxelas

Para ir do aeroporto de Charleroi para Bruxelas de transportes públicos existem duas possibilidades mais comuns. A primeira passa por apanhar um autocarro direto para a cidade (logo à saída do aeroporto) e a segunda, que foi a por mim utilizada passa por apanhar um autocarro urbano (rede TEC) para a estação de Charleroi-Sud (€6) e daí o comboio para Bruxelas (€6 até aos 26 anos), que demora 50 minutos..

Dica - Go Pass 1: Para quem tem menos de 26 anos, é possível viajar entre qualquer duas estações por €6, bastando para isso selecionar a opção "Go Pass 1" nas máquinas de venda de bilhetes. Ou dez viagens a €51 com o Go Pass 10. Mais: durante as oito viagens, os revisores nunca me pediram comprovativo de idade.

Recém chegado a Bruxelas, ainda de mochila às costas, encontrei um dos melhores locais da cidade e de toda a viagem, o Palais de Justice.

Ao contrário de Antuérpia e Brugge, Bruxelas é uma cidade com declives, o que em alguns locais oferece excelentes vistas, como acontece em redor do palácio da justiça, um edifício de espetacular imponência. É um dos maiores edifícios construídos nos século XIX e muitas são as pessoas que se juntam em seu redor.

A quase todas as principais atrações de Bruxelas se pode chegar facilmente a pé mas há duas excepções. Ao Atomium e ao Mini-Europe, acabei por não ir, mas fui à Basilique Nationale du Sacré-Coeur à Koekelberg, que vale muito a pena.

Inspirada na basílica parisiense do mesmo nome, a belga é bastante recente, tendo sido construída entre 1905 e 1970 e está localizada no Parc Elisabeth, servido pelas estações de metro Simonis e Elisabeth (linhas 2 e 6).

Já o sol se estava a pôr quando sai do Parc Elisabeth novamente em direção ao centro de Bruxelas, a última vez que se punha antes da mudança de hora. A partir do dia seguinte, teria mais uma hora de sol para aproveitar, se bem que as noites são espetaculares nalguns locais que tive oportunidade de visitar. Mas sabe sempre muito bem a mudança para o horário de verão!
Entre o palácio real e a praça principal, o Mont des Arts é outro dos locais que tira partido do declive de Bruxelas para proporcionar uma excelente vista sobre a cidade. A cima das suas escadarias além do palácio real, estão muitos outros pontos de interesse, como Palais des Beaux-Arts, o Musées Royaux des Beaux-Arts e a Place Royale com a Saint Jacques-sur-Coudenberg, que também pode ser vista numa das fotos anteriores.
A baixo das escadarias encontra-se o centro histórico e a icónica Grand-Place mas também muita animação e muita vida, espalhada por muitos restaurantes e, como teria que ser, as casas de waffles e frities. Os belgas comem tudo com batatas fritas e é normal vê-los pela rua a comer a comer pacotes de batatas, estilo McDonalds, que também se compram nas ruas.

Para aproveitar a noite ainda queira, além da Grand-Place, ver o Manneken Pis e a Jeanneke-Pis, o conhecidíssimo menino mijão e a sua versão feminina. Acabaram por ser duas pequenas deceções, precisamente por serem pequenas. Não tinha noção de o serem. Bom, talvez a maior parte dos turistas já o saibam, mas não o meu caso. E a estátua da versão feminina está escondida por detrás de um gradeamento muito fechado.

O Manneken Pis é um dos símbolos mais conhecidos de Bruxelas e um nos "monumentos" mais retratado em souvenirs, tanto da cidade como do país, mas há muitas coisas muito mais interessantes para trazer na memória
Já a Grand-Place é um sítio espetacular! Aliás, é Patrimonio Mundial da UNESCO.
Em muitas das principais cidades da Bélgica, Holanda e Norte de France existem "grandes praças" que concentram grande parte dos edifícios históricos, mas a de Bruxelas foi a mais impressionantes e bonita que vi.
Em seu redor está o Hôtel de Ville (os paços do concelho), a Maison du Roi e muitos outros edifícios espetaculares, todos iluminados, proporcionando outros dos lugares mais bonitos desta viagem.
Dica - Waffles: os melhores waffles que comi encontrei-os junto ao Manneken Pis, a €2,50. Podem ser vistos nas fotos abaixo e saboreados no local, acabados de fazer.
Depois do waffle, já de barriga cheia, hora de regressar ao hotel. Ainda havia muito para ver e muito para andar. Como tal, muito para continuar a contar e mostrar.

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