Munique (#3): O Campo de Concentração de Dachau

13.12.16 Rui Quinta 2 Comments


Dachau é um local turístico pelos piores motivos: um Campo de Concentração Nazi, o primeiro construído e utilizado como exemplo para o que viria depois.

A menos de 20 km a norte do centro de Munique, o Konzentrationslager Dachau conta a história mais de duzentos milhares de prisioneiros e de uma parte importante da Segunda Guerra Mundial, o sofrimento instigado a judeus, presos políticos, negros, homossexuais e prisioneiros estrangeiros.

Construído em 1933, no mesmo ano que o Partido Nazi e Adolf Hitler chegaram ao poder na Alemanha, o Campo de Dachau partiu de uma antiga fábrica de pólvora e tinha como primeiro propósito declarado aprisionar oponentes políticos, mas rapidamente os critérios para fazer prisioneiros foram alargados.

A frase Arbeit macht frei (o trabalho liberta) colocada no portão de ferro de entrada no campo fazia parte da propaganda segundo a qual os campos de concentração eram "apenas" campos para trabalhos forçados. Sendo que de facto os trabalhos forçados consistiam em parte da tortura física, alheada à tortura psicológica, à péssima alimentação e péssimas condições higiénicas, o que exponenciavam a dificuldade de qualquer trabalho físico.

O Campo de Concentração de Dachau pode ser visitado gratuitamente. Para lá chegar, o ideal é comprar o bilhete Munich XXL por €8,80, que permite andar todo o dia na rede de metro e de autocarros no centro de Munique e na zona verde. Ou, se esse é o dia em que chegam ou que parte, o bilhete de rede completa (Entire Network) por €12,80, que permite utilizar todo o dia em toda a rede (o aeroporto está na zona mais exterior). (ver mapa)

Desde a estação central Hauptbahnhof até à estação de Dachau, pela linha S2 verde, bastam cerca de 25 minutos e depois apanhar o autocarro 726. Para mim foi muito fácil, pois logo à saída do metro quase toda a gente segue para o mesmo sítio e basta seguir a maré. Também existem muitos guias turísticos e nos hotel ou hostel podem inscrever-se numa visita guiada, mas no meu caso prefiro fazer por conta própria para não estar dependente de ninguém.

Recomendo os audio-guias: são €3,50 ou €2,50 em preço reduzido (razão pela qual ando com um cartão de estudante de 2013 na carteira) e estão disponíveis também em português, ajudando-nos a compreender o campo e a sua história.

Durante a visita, além dos mencionados memoriais, é possível visitar por dentro os crematórios, dormitórios, balneários e aceder à muita informação disponibilizada que nos dá uma mais profunda sobre tanta a vida, a vida dos outros e as barbaridades que se cometeram e continuam a cometer.
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2 comentários:

  1. Em 2015 estive em Auschwitz, na Polónia, e é uma visita que impressiona. Acredito que em Dachau o sentimento seja o mesmo. Considero que é importante fazermos estas visitas, para que o passado não fique esquecido. Só assim conseguimos evitar cometer os mesmos erros no futuro.

    Mundo Indefinido

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