Road Trip Namíbia (VII): últimas paragens, Spitzkoppe

17.4.17 Rui Quinta 2 Comments


Já a caminho da capital, a última paragem nos planos estava nas impressionantes montanhas de granito de Spitzkoppe.
São blocos e mais blocos que formam incríveis e distintas montanhas, com a maior delas a sobressair 700 metros de altura relativamente ao deserto circundante. E Spitzkoppe tem uma enorme riqueza geológica e arqueológica - nas suas rochas podem ser vistas pinturas rupestres – mas não sou eu a melhor pessoa para vos explicar isso. E o que posso acrescentar eu, em palavras, a estas imagens?
Durante a minha semana na Namíbia vi muitas formações rochosas que me inquietaram. Como era possível? De repente, no meio do nada, blocos e blocos, uns sobre os outros, como nunca tinha visto, mas o caso mais notório é o de Spitzkoppe, a meio caminho entre Swakopmund e a capital Windhoek. E parece que é algo cuja explicação passa pelos milhões e milhões de anos deste planeta.

Para lá chegar é preciso um desvio, pequeno ou grande, conforme os parâmetros de comparação utilizados. Saído da B2 (a estrada que liga Swakopmund a Windhoek) é um desvio de 40 km, quase nada comparado com o que já tinha conduzido, mas que se fazem muito longos pela condição da estrada.
É um terreno inóspito. Mas pelo caminho lá estavam, uma e outra aldeia de casas de latão. Passei por uma criança, que de cabeça coberta não vi se era menino ou menina, e logo depois parei para lhe oferecer boleia. Ainda ao longe fez-me sinal que não queria, que estava tudo bem, talvez por medo de apanhar boleia de um estranho, e lá continuou debaixo de um sol que aquecia até aos 35ºC pelo menos.

Apesar de tão remoto, em Spitzkoppe, como em todos os outros locais interessantes da Namíbia, há alojamentos. E é num desvio à esquerda que sinaliza a “Reception” que devem virar. Se seguiram as indicações de GPS, serão enganados. Tal como eu e um casal de brasileiros com o qual me cruzei. “Também se perdeu com o GPS, né?”
O ponto mais emblemático é "O Arco".
A última paragem da viagem era a capital, Windhoek, mas como em muitos outros países africanos, a capital está longe de ser o local de maior interesse turístico. É o que acontece em países com uma natureza tão rica, como a Namíbia, e como tentei mostrar nos últimos artigos.

Porque no sábado já cheguei tarde e de noite não convém andar a pé nas ruas, apenas aproveitei o domingo de manhã, antes de ir para o aeroporto, e visitei o Independence Museum.

O museu da independência apenas foi inaugurado em 2014 e foi construído por uma empresa… norte-coreana. Tem uma forma muito invulgar, com uma das bases a servir de entrada (gratuita) e é através do elevador que se sobe para o primeiro piso, onde começa a exposição. É dedicado à história da resistência namibiana, primeiro ao colonialismo germânico e depois ao regime de Apartheid aquando da ocupação sul-africana.
Atrás do Independence Museum está o Museu Nacional da Namíbia e do outro lado a Christuskirche, também ela bastante sui generis... numa rotunda.

E assim terminou uma semana repleta de bons momentos e experiências inesquecíveis. A Namíbia confirmou-se um extraordinário país para visitar. Longe, não posso dizer para irem como se fosse logo ali, mas se alguém estiver a ponderar faze-lo e procurar aqui alguma informação, espero que estas publicações tenham ajudado a convencer. Porque definitivamente, a Namíbia é um país lindo!

A seguir… Roma!
Acompanhem em:
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2 comentários:

  1. Oh Rui, que fotografias encantadoras, a sério! Perco-me no teu blog, sempre que posso, mesmo que, por vezes, não consiga deixar aqui uma palavrinha de incentivo... Tens um dos melhores blogs de viagem que acompanho e é um prazer seguir-te por aqui (ou pelo instagram).

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    1. Obrigado, Sara! E logo tu que tens tão bom gosto eheh :)

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