Roma: a visita ao Vaticano

15.5.17 Rui Quinta 5 Comments


É possível ir a Roma sem ver o Papa, mas mais difícil é não visitar o Vaticano!

A Cidade do Vaticano é um enclave, um Estado dentro de outro Estado, Itália. E mais que isso, é uma cidade dentro de uma outra cidade, Roma. Mas, aqui entre nós, é quase impossível levar isso a sério: estar no Vaticano é praticamente o mesmo que estar em qualquer local de Roma. Exceto para o código de vestuário dentro da Basílica de São Pedro: ombros e joelhos têm que estar cobertos, o que significa nada de camisas de alças, calções ou vestidos a cima do joelho. Mas é assim em muitos locais religiosos, qualquer que seja a religião.
Antes de continuarmos, algumas coisas que são necessárias saber sobre visitar o Vaticano:
- As filas para entrar são enormes. Horas de fila para entrar na Basílica de São Pedro, horas para entrar nos Museus do Vaticano e mais de meia hora para (começar) a subir à Cúpula da Basílica.
- Aos domingos os Museus estão fechados, exceto no último domingo de cada mês, quando a entrada é grátis... o que origina filas ainda maiores.
- O ideal é reservar com antecedência no site... mas quando fomos reservar já estava esgotado.

Ora por todas as razões, a única hipótese para nós era no sábado e pouco depois das 9h00 já lá estávamos. Mas também uma enorme fila, tanto para a Basílica como para os Museus. A solução foi entrar num tour e recomendo para quem não reservar online (e não sou nada de recomendar tours).
Assim que se aproximam do Vaticano existe muita gente a abordar-vos para visitas guiadas e é proibido esses vendedores aceitarem dinheiro na rua. Têm que ir até escritório da sua agência e apenas lá é feito o pagamento, o que significa que é legítimo.

O nosso tour iniciou-se às 9h30 e incluía os Museus do Vaticano, a Capela Sistina e a Brasília de São Pedro. Custou €60 em vez dos normais €16 e demorou perto de 3 horas. Caro? Nem por isso. Além duma boa descrição sobre tudo, 3 horas seria provavelmente o tempo perdido em filas de espera.

O nosso tour foi feito com a agência Adventure Around.
A visita ao Vaticano pode dividir-se em três partes: os Museus do Vaticano, a Basílica de São Pedro e a subida à Cúpula da Basílica. Os Museus do Vaticano albergam uma ampla coleção de arte recolhida ou apoiada pelos Papas ao longo dos séculos, a Basílica de São Pedro é o maior e mais importante edifício da igreja católica e a sua Cúpula é o local para uma das melhores vistas sobre Roma.

É pelos Museus do Vaticano, inaugurados no começo do século XVI, que se iniciam as visitas guiadas e aqui é possível encontrar obras de alguns dos maiores artistas de sempre. Michelangelo, Rafael, Da Vinci, Botticelli ou Caravaggio são alguns dos exemplos, entre quadros, esculturas e frescos, neste que é hoje um dos museus de arte mais visitados do mundo.
Já depois da visita aos Museus do Vaticano, é possível visitar a Capela Sistina, parte do Palácio Apostólico, residência oficial do Papa. É na Capela Sistina que se realiza o conclave que leva à eleição de cada Papa e o seu nome é uma homenagem ao Papa Sisto IV, que a reconstruiu entre 1477 e 1480.

A decoração da capela foi obra de uma verdadeira equipa de sonho da arte, com o trabalho mais conhecido presente no teto, A Criação de Adão, de Michelangelo, quando o dedo de Deus quase toca o dedo de Adão. É a imagem mais famosa da Capela Sistina, mas faz parte de uma obra maior que representa o Gênesis.

A Capela Sistina é a única parte da visita na qual não é permitido fotografar (por isso as fotos que se seguem são de outras salas).

Após a Capela Sistina, as visitas guiadas estão autorizadas a passar diretamente para a Basílica de São Pedro, onde terminam, libertando os visitantes para ali ficarem por quanto tempo entenderem. Com 136 metros de altura, a Cúpula da Basílica de São Pedro é a mais alta do mundo, mas não a mais larga, ficando dois metros e meio aquém da Catedral de Florença.

O ponto final da visita à Cidade do Vaticano foi a subida à Cúpula. Para isso é necessário mais uma espera superior a meia hora (já com a fome a apertar...) e depois subir 551 degraus, ou 320, conforme a escolha. O bilhete de €6 é para a subida completa mas existe um bilhete de €8 que dá acesso a um elevador após o qual "apenas" restam 320 escadas.

No total foram cinco horas de visita ao Vaticano mas mesmo que o cansaço e a fome apertem, aconselho a não deixarem de subir ao cimo da Cúpula. A subida fez-se bastante melhor do que perspetivava e no final o que é esta maravilha de vista sobre o Vaticano e Roma que vos espera. Não vão querer perder!

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5 comentários:

  1. Oh Rui, isso é tudo muito giro e dá para uma pessoa tirar umas notas para organizar uma viagem que um dia se passe por essas bandas, mas tu como orgulhoso algarvio que és, que dicas é que tens aqui para alguém que nunca teve ocasião de ir ao Algarve, mas que agora finalmente se prepara para o fazer durante uma semana? PS. É já para a semana :P

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    1. Boas!
      Sem dúvida Lagos (cidade, Praia do Camilo e Ponta da Piedade), Carvoeiro e as praias do concelho de Lagoa (Marinha, Albandeira e Carvalho).
      Aproveita!

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  2. Obrigado ;) calha bem que vou ficar não muito longe do que indicas (Armação de Pêra). Um abraço e boas viagens ;)

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  3. Rui, só para esclarecer: resolveram entrar num visita organizada porque vos dava prioridade na entrada? Isto de ficar 3 horas em filas de espera não tem piada nenhuma... Estes teus artigos vêm mesmo a calhar, estou a planear uma visita a Roma mais para o final do ano e todas as dicas são bem-vindas :)

    Mundo Indefinido

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    1. Olá Catarina! Pelo que percebi, todas visitas guiadas (apesar de operadas pelos operadores turísticos e não pelo Vaticano) têm prioridade.
      Aproveita e, qualquer coisa, dispõe!

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