Colónia: a Catedral e as margens do Reno

9.5.19 Rui Quinta 0 Comentários


Nas margens do Reno está Colónia, sede de uma das mais monumentais catedrais do mundo.
É a quarta mais populosa cidade da Alemanha e o seu maior símbolo é o monumento mais visitado do país. Até porque Colónia está inserida numa das maiores regiões metropolitanas da Europa, da qual igualmente fazem parte, por exemplo, Düsseldorf e Dortmund. E este acumular de gente, juntamente à sua qualificação e à organização tão característica dos germânicos, ajuda a formar um enorme polo que atrai algumas das maiores empresas nacionais e internacionais para ali instalarem as suas delegações.

Além disso, o centro de exposições de Colónia (Koelnmesse) é um dos maiores da Europa e foi por uma das suas exposições que visitei a cidade.
Com 157 metros de altura máxima, a Catedral de Colónia é o principal rosto da cidade e para onde se parecem dirigir todos os caminhos. A construção iniciou-se no século XIII, esteve interrompida entre os séculos XV e XIX e foi finalizada em 1880. Como tantas outras cidades no centro da Europa, também Colónia foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, mas frequentemente as torres das catedrais ou outras eram poupadas pois representavam uma forma acessível para os aviões reconhecerem o local que estavam a sobrevoar e assim se orientarem, e foi o que salvou as icónicas torres da Catedral de Colónia.

Ainda assim, a Catedral teve que ser alvo de reparações aos estragos provocados pela guerra, concluídos em 1956. Desde então realizaram-se trabalhos de reparação menores, mas fundamentais para a preservação de uma construção declarada Património Mundial da Humanidade em 1996.

Do lado oposto à sua fachada, a Ponte Hohenzollern ajuda a completar a mais popular imagem da cidade.

Apesar de inicialmente (no começo so século XX) ser atravessada por automóveis, desde a reconstrução que se seguiu à Segunda Guerra Mundial que a Ponte Hohenzollern destina-se exclusivamente à circulação de comboios e de pedestre. Milhares de pedestres que diariamente a cruzam.

Se de um lado da ponte está a Catedral, do outro está o Köln Triangle, uma torre construída já neste milénio e destinada a receber escritórios empresariais, que no seu topo tem um miradouro acessível aos turistas. Porque não uma hipótese para observar o sol se pôr atrás da Catedral? (consultar horários e preços dos bilhetes no site oficial).

Durante a minha visita, em janeiro, as temperaturas negativas eram o melhor chamariz para cafetarias, restaurantes ou qualquer espaço interior, mas as praças de Alter Markt e Heumarkt fizeram-me imaginar como seria passar uma tarde de verão numa das suas esplanadas (não esquecendo que o verão na região é curto).

Já no que toca a museus, o mais popular de Colónia é muito provavelmente o Museu do Chocolate, e se não for o mais popular, pelo menos é o mais doce. Mas os amantes de arte podem ainda visitar o Museu Ludwig e a história da cidade pode ser aprofundada no Museu Romano-Germânico.

Por último, do ponto de vista arquitectónico, dois locais merecem a minha recomendação para quem gosta de ver algo de diferente ainda que, tal como eu, não entenda muito do assunto.

Nas costas da Igreja de São Martinho (Groß St. Martin), no Fischmarkt, estão as cinco casas mais emblemáticas do colorido Centro Histórico de Colónia. E mais a sul, na mesma margem do Reno, está Kranhäuser, os três edifícios que se destacam pelo seu desenho moderno, sobretudo quando ao fundo se coloca a Catedral começada a construir quase 800 anos antes.
Booking.com

Também pode gostar de:

0 comentários: