Bruges imperdível

21.4.16 Rui Quinta 1 Comments

Entrar em Bruges é entrar num filme, é viajar no tempo para uma vila de piratas. A cidade parece caprichosamente parada na história, fruto de um continuo trabalho para que se preserve o mais semelhante possível aos seus anos de ouro. As casas continuam pequenas, a arquitetura permanece a mesma, as ruas de calçada, as fachadas de tijolo em escada, e os canais são maravilhosos.

Na semana antes de partir para a Bélgica o meu computador avariou e com ele toda a pesquisa e apontamentos que tinha feito sobre as cidades que iria visitar, pelo que, quando desci da estação de comboio, tudo o que tinha apontado sobre Bruges era o nome do hostel, alguns pontos no Google Maps e várias boas recomendações sobre a cidade. Talvez pelo cansaço, quando cheguei não pensei em mais nada.

As ruas estavam quase desertas. Depois de muita gente nas ruas de Bruxelas, em Antuérpia encontrei menos, o que entendi ser um contraste normal entre fim de semana e início de semana - por norma, o período mais calmo - mas em Bruges a acalmia sentia-se ainda mais e nas ruas por onde passei até ao hostel não me lembro de carros, apenas algumas bicicletas. Sem saber porquê, sentia-me numa vila de piratas.

Quando vi os primeiros canais, tudo fez ainda mais sentido. Tinha estado bloqueado até ali. Sim, sabia que existiam, mas até ao momento não me tinham lembrado.
Após deixar as mochila no hostel voltei de imediato para a rua em direção ao centro e como se poderá perceber pelas fotografias, vi muito pouco o azul do céu ao longo do tempo que estive em Bruges, mas não impediu que tivesse desfrutado muito durante o dia e meio que lá estive e esta se tornasse uma cidade prioritária nas minhas recomendações.

Centro de Bruges: Belfort, Provinciaal Hof, 

Da Markt de Bruges, a praça principal, emerge a Belfort, a torre do relógio dos século XIII. São apenas 83 metros de altura, mas o suficiente para que se destaque numa cidade em que os prédios continuam com a altura de outros tempo.
Tal como num ginásio, subir a Belfort é um esforço físico para o qual se paga (adultos €10) e ao longo da escadaria (que não foi construída a pensar na comodidade) há vários patamares onde alguns turistas vão parando para recuperar o folgo. No final, os 366 degraus valem a pena.
Os poucos minutos de céu limpo que me deram em Bruges passeio-os na Markt, onde além do Belfort se destaca o edifício do Provinciaal Hof e onde está o Historium Brugge, um imperdível museu que mostra a história da cidade e o quão orgulhosa dela é Bruges. Dele falarei outro dia. Seriam aliás necessários vários outros dias para escrever tudo o que vos gostaria de contar sobre Bruges se não tivesse a ajuda das fotografias..

Stadhuis e Burg

Logo ao lado da Markt, na praça Burg, está outro dos símbolos da cidade, os paços do concelho, o Stadhuis, mais um edifício da época dourada, neste caso construído nos séculos XIV e XV, e uma das principais praças.

Os canais

Este é o principal atrativo de Bruges e é maravilhoso. Ou são: os seus canais.

Bruges está (quase totalmente) delimitada por canais, mas também os tem espalhados pela cidade, e o que hoje serve para fazer passeios de barco, no século XV foi o motor da cidade e o que lhe tornou uma das capitais comerciais e financeiras da Europa. Ali se encontravam, quando Bruges e o que hoje é Flandres ainda eram parte do Reino dos Países Baixos, comerciantes de todo o continente para fazer os seus negócios.

Foi já depois de jantar que descobri os mais pitorescos canais, a sul da Markt e do Stadhuis e, de facto, Bruges fica ainda mais espetacular de noite.

Não posso dizer que as perdi, mas sim que passei horas e horas nas ruas nas duas noites que estive em Bruges e, apesar do muito frio, diverti-me tanto quanto fotografei, que foi muito.
 
 
 
 



Minnewaterpark, Gentport e moinhos

No sul da cidade está o Minnewaterpark, o parque verde onde as árvores e os canais se juntam. Ainda que as árvores, pela época do ano estivessem demasiado despidas, é um bom ponto de partida para uma caminhada em redor da cidade, onde está também a Gentport, as antigas portas da cidade para quem vinha de Gent e os moinhos Koeleweimolen e Sint-Janshuismolen.
 
Koeleweimolen e Sint-Janhuismolen
Em Gent ouvi, dito por turistas e por locais, que Bruges é muito parada. Não o posso contradizer. Bruges é realmente muito parada, mas encantadora. Gent é para estudar, para trabalhar, para viver, e Bruges é para visitar. Uma das cidades mais bonitas que já vi!


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1 comentário:

  1. Fiquei maravilhado com estas fotografias de Bruges deve ser uma cidade encantadora e cheia de belos recantos.
    Um abraço e continuação de uma boa semana.

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