Reunião: Vulcão de Piton de la Fournaise

6.10.17 Rui Quinta 1 Comments


Com o ponto máximo a 2632 metros de altitude, o vulcão de Piton de la Fournaise é uma das mais populares atrações e imagens de marca da Ilha de Reunião.

Subir até à cratera principal do Piton de la Fournaise foi, de certa forma, das coisas mais descabidas que fiz, não pela sua dificuldade natural, mas pela minha falta de preparação e dificuldade que lhe acresci. Mas já lá irei.

É, como quase todos em Reunião, sinuoso o caminho até chegar a Pas de Bellecombe, onde está o parque de estacionamento que serve de última paragem e um snack-bar para último abastecimento. Primeiro numa estrada excelentemente asfaltada, que nos leva novamente a ultrapassar as nuvens, as constantes curvas são o único obstáculo, mas nos últimos cinco quilómetros o caminho está completamente esburacado. Nada que afaste os amantes das caminhadas. Se a Ilha de Reunião é um parque de diversões para caminhantes e amantes da natureza, o Piton de la Fournaise é uma das suas maiores atrações. E também um dos vulcões com maior atividade no mundo.

Segundo a minha pesquisa no Google Maps, seriam cerca de 4 km de caminhada em cada sentido, o que estimei fazer em 3 horas (para o total de 8 km) mas logo Pas de Bellecombe deu-me uma excelente vista para o pico do vulcão e de como eu estava errada. Com a distância e a altitude pela frente, facilmente percebi que não seria como perspetivado. E confirmei quando vi a primeira indicação no trilho: Piton de la Fournaise, 3h00.
Depois de meia hora de caminhada, na pequena cratera Formica Leo, nova indicação: Piton de la Fournaise, 2h30. Ou seja, estava a andar ao ritmo estimado, não conseguia encurtar a previsão.
Decidi que não podia dedicar 6 horas ao vulcão e arruinar assim os restantes planos para o dia, por isso iria subir apenas durante 1h30 e então, estando perto de meio, voltaria para trás. Mas após uma hora de caminhada e a subir o vulcão, percebi que nalguns locais era possível fugir ao trilho marcado e, apesar de ser mais difícil, poderia encurtar alguns metros e ganhar tempo a essa previsão. Novo ânimo. Aumentei o ritmo e lá fui, comecei a acreditar que poderia fazer o percurso em cerca de duas horas e não iria parar.

Demorei quase 2h00 para chegar à cratera principal. E ainda bem que não voltei para trás!
Já na parte final da ascensão e mesmo na cratera havia grupos a relaxar naquele cenário tão extraordinário e tive-lhes inveja. Quis ter tempo para poder ficar ali a olhar por cima das nuvens, e aos interessados recomendo dedicar mais horas para esta aventura para poderem fazer o mesmo, mas após algumas fotografias logo iniciei a descida para tentar não me atrasar mais em relação aos meus planos.
No regresso foram novamente quase 2 horas. E se pensava que seriam quatro quilómetros em cada sentido, descobri que são significativamente mais (o trilho de Pas de Bellecombe até Piton de la Fournaise não é tão reto quanto o Google Maps indica). Talvez 7 ou 8. Ao final do dia o telemóvel marcava 23 quilómetros andados ao longo do mesmo

Além da mochila e do equipamento às costas, comigo tive apenas uma banana e uma garrafa de água. Como disse, não estava minimamente preparado para o que estava a fazer e na fase final do regresso, que é uma escadaria, tinha um cansaço como poucas vezes senti. Mas um cansaço que, lá no meio, tinha (e ainda tem) algo de prazeroso.
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1 comentário:

  1. Realmente, seria uma pena se tivesses voltado para trás.
    Adorei as fotografias *.*

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