Reunião: Vulcão de Piton de la Fournaise


Com o ponto máximo a 2632 metros de altitude, o vulcão de Piton de la Fournaise é uma das mais populares atrações e imagens de marca da Ilha de Reunião.

Subir até à cratera principal do Piton de la Fournaise foi, de certa forma, das coisas mais descabidas que fiz, não pela sua dificuldade natural, mas pela minha falta de preparação e dificuldade que lhe acresci. Mas já lá irei.

É, como quase todos em Reunião, sinuoso o caminho até chegar a Pas de Bellecombe, onde está o parque de estacionamento que serve de última paragem e um snack-bar para último abastecimento. Primeiro numa estrada excelentemente asfaltada, que nos leva novamente a ultrapassar as nuvens, as constantes curvas são o único obstáculo, mas nos últimos cinco quilómetros o caminho está completamente esburacado. Nada que afaste os amantes das caminhadas. Se a Ilha de Reunião é um parque de diversões para caminhantes e amantes da natureza, o Piton de la Fournaise é uma das suas maiores atrações. E também um dos vulcões com maior atividade no mundo.

Segundo a minha pesquisa no Google Maps, seriam cerca de 4 km de caminhada em cada sentido, o que estimei fazer em 3 horas (para o total de 8 km) mas logo Pas de Bellecombe deu-me uma excelente vista para o pico do vulcão e de como eu estava errada. Com a distância e a altitude pela frente, facilmente percebi que não seria como perspetivado. E confirmei quando vi a primeira indicação no trilho: Piton de la Fournaise, 3h00.
Depois de meia hora de caminhada, na pequena cratera Formica Leo, nova indicação: Piton de la Fournaise, 2h30. Ou seja, estava a andar ao ritmo estimado, não conseguia encurtar a previsão.
Decidi que não podia dedicar 6 horas ao vulcão e arruinar assim os restantes planos para o dia, por isso iria subir apenas durante 1h30 e então, estando perto de meio, voltaria para trás. Mas após uma hora de caminhada e a subir o vulcão, percebi que nalguns locais era possível fugir ao trilho marcado e, apesar de ser mais difícil, poderia encurtar alguns metros e ganhar tempo a essa previsão. Novo ânimo. Aumentei o ritmo e lá fui, comecei a acreditar que poderia fazer o percurso em cerca de duas horas e não iria parar.

Demorei quase 2h00 para chegar à cratera principal. E ainda bem que não voltei para trás!
Já na parte final da ascensão e mesmo na cratera havia grupos a relaxar naquele cenário tão extraordinário e tive-lhes inveja. Quis ter tempo para poder ficar ali a olhar por cima das nuvens, e aos interessados recomendo dedicar mais horas para esta aventura para poderem fazer o mesmo, mas após algumas fotografias logo iniciei a descida para tentar não me atrasar mais em relação aos meus planos.
No regresso foram novamente quase 2 horas. E se pensava que seriam quatro quilómetros em cada sentido, descobri que são significativamente mais (o trilho de Pas de Bellecombe até Piton de la Fournaise não é tão reto quanto o Google Maps indica). Talvez 7 ou 8. Ao final do dia o telemóvel marcava 23 quilómetros andados ao longo do mesmo

Além da mochila e do equipamento às costas, comigo tive apenas uma banana e uma garrafa de água. Como disse, não estava minimamente preparado para o que estava a fazer e na fase final do regresso, que é uma escadaria, tinha um cansaço como poucas vezes senti. Mas um cansaço que, lá no meio, tinha (e ainda tem) algo de prazeroso.

Comentários

  1. Realmente, seria uma pena se tivesses voltado para trás.
    Adorei as fotografias *.*

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