Split: de regresso ao Mar Adriático

6.12.18 Rui Quinta 0 Comentários


Split é a segunda maior cidade da Croácia e um dos destinos mais procurados no Adriático.

Descobri que alguém me estava a roubar o cartão de crédito… mas fui aproveitar Split.

São oito horas de viagem desde Sarajevo até Split e a chegada foi muito pior do que alguma vez imaginei. Quando cheguei ao hostel e pude verificar o extrato do meu cartão de crédito descobri que alguém me estava a roubar. O meu cartão estava a ser utilizado por alguém para comprar bilhetes de avião, reservar hotéis… e desta vez não era eu.

Conto-o aqui por duas razões. A primeira é para relembrar de serem sempre altamente cuidadosos com a forma como usam os cartões. Não sei como alguém acedeu ao meu e não vou entrar em cenários hipotéticos, mas lembrem-se que para compras online basta saber os números dos vossos cartões, por isso não deixem que qualquer um os veja. E a segunda razão é para vos lembrar que há sempre algo de positivo para nos focarmos. Fui roubado sim, quase €900 e só parou porque o limite do cartão estoirou… mas estava em Split no meio duma viagem fantástica. Nem pensar em deixar que estragassem a última semana desta.

E tentando esquecer isso, fui tentar aproveitar Split!
(Para vos tranquilizar, digo que hoje já está tudo resolvido e o dinheiro todo devolvido. Podem desfrutar do resto do relato e das fotografias sem pensar mais nisso.)


A viagem de oito horas liga mais do que duas cidades e dois países, liga dois destinos turísticos completamente distintos. Enquanto na capital da Bósnia-Herzegovina o interesse é sobretudo cultural, em Split o interesse é sobretudo balnear.

E é algo para mim… estranho. Pelo menos ao começo. Aquelas praias sem areia.

Mas a água quente e cristalina serve de justificação para quase tudo!
Além da água, as praias da Croácia conquistaram-me pela forma como “funcionam”. Onde se entende que a pessoa pode entrar na água, há escadas para ajudar a sair, há também chuveiros por quase toda a parte e locais próprios para mudar de roupa.

E além da água que nos convida a entrar, Split oferece todas as condições para umas férias bem passadas, com muita oferta de hóteis e hosteis, com muitos e bons restaurantes, cafetarias, bares, gelatarias. Mas além de férias mais alargadas e de muitos mochileiros, esta que é a segunda maior cidade da Croácia recebe também muitos cruzeiros, sendo o seu um dos portos mais movimentados do Mediterrâneo e uma extraordinária fonte para a economia local.

E os imponentes barcos de cruzeiros ou iates para uso privado, do mais luxuoso e moderno, contrastam com a antiguidade do Centro Histórico de Split, Património Mundial da UNESCO, com tantas construções originárias do Império Romano e especial destaque para o Palácio de Diocleciano, originário do século IV.

O que visitar em Split
A praia que mais gostei de visitar em Split foi a Baia Ježinac (Uvala Ježinac), a cerca de dois quilómetros do Centro Histórico de Split, para Oeste. Foi-me recomendada e é uma recomendação que, apesar da caminhada necessária, repasso.

Já no Centro Histórico, sobressaem o Palácio Diocleciano e a Catedral de Split, mas cada rua é uma nova descoberta e quem gosta de olhar e fotografar os detalhes terá muito para onde olhar, de varandas a portas e janelas.

Mas além das praias e do Centro Histórico que há em Split, esta cidade, tanto pela sua localização como pela sua dimensão, está repleta de ligações. Ligações a cidades como Dubrovnik, Mostar, Sarajevo, Zadar ou Zagreb, mas também a ilhas como Hvar e Brac, ao Parque Nacional de Krka e à pequena mas encantadora cidade de Trogir. Por isso Split oferece boas opções para viagens de um dia, as quais poderão organizar vós mesmos ou consultar junto do vosso hotel/hostel.

No meu caso, de Split fui para Hvar, umas das ilhas mais procuradas da Croácia, e quando voltei segui para o Krka. Experiências para partilhar convosco nos próximos relatos.

Vlog de Split já disponível no meu canal do YouTube


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